Por Dentro da UFPI: O Movimento Chega de Corrupção na UFPI cresce em todo Piauí e causa indignação

I. O Movimento Chega de Corrupção na UFPI cresce em todo Piauí e causa indignação
O Movimento Social em Defesa da UFPI está ganhando força e adesão da sociedade piauiense. O Movimento já providenciou a cópia da matéria do jornal O Globo para todo o Estado. Na cidade de Luis Correia há um outdoor denunciando a corrupção na nossa universidade (ver foto abaixo). Carros com adesivos já estão circulando pelas cidades do Estado. Além disso, a campanha começa a ganhar força nas redes sociais como no facebook e twitter. Para o inicio de 2012, está sendo planejada uma vasta programação da campanha Chega de Corrupção na UFPI.

Carros adesivados podem ser vistos circulando pelas cidades do Piauí.

Cópia do jornal O Globo tem sido instrumento de panfletagem em diversas cidades.

Outdoor na cidade de Luís Correia
II. Movimento Social em Defesa da UFPI
Os recentes acontecimentos envolvendo a Universidade Federal do Piauí (UFPI), os quais culminaram com a presença, no noticiário nacional, da informação de que a mais importante instituição de ensino superior do Piauí coleciona irregularidades, convoca a todos os cidadãos e cidadãs piauienses e brasileiros a uma tomada de posição.
É nesse contexto que se configura o Movimento Social em Defesa da UFPI, uma iniciativa cidadã que, conjugando diferentes forças do movimento social organizado – de professores, de estudantes, de organizações comunitárias, de artistas, de mulheres, de trabalhadores e de trabalhadoras de modo geral –, deseja que toda a corrupção hoje reinante na UFPI seja passada a limpo.
Não é tolerável, a nenhum brasileiro de modo geral e a nenhum piauiense de modo particular, aceitar passivamente que a nossa UFPI pretexte manchetes como as que circularam no jornal O Globo no último domingo: “As fraudes do senhor Reitor”, “Cátedra de corrupção” e “Na UFPI, devassa inédita em 40 anos”.
Clique aqui e veja a reportagem do Jornal O Globo (parte 1).
Clique aqui e veja a reportagem do Jornal O Globo (parte 2).
Clique aqui e veja a reportagem do Jornal O Globo (parte 3).
As manchetes d’O Globo, devastadoras para a imagem da instituição, secundam outras ainda mais graves publicadas aqui mesmo, tais como “Improbidade, autoritarismo e perseguição política transformam a UFPI numa Venezuela tupiniquim”, publicada pelo semanário “Tribuna do Piauí” ainda em janeiro do ano passado. Clique aqui e veja.
Face a esta situação, cuja gravidade exige uma imediata tomada de posição, constitui-se, neste fatídico dezembro de 2011, o Movimento Social em Defesa da UFPI, o qual, numa ação política limpa, responsável e honesta, procurará dar uma basta na corrupção hoje reinante na UFPI.
Por democracia, justiça e decência na UFPI!
III. Jornal O Globo: as fraudes do senhor Reitor – Desvio de cerca de R$ 100 milhões na UFPI
Na manhã deste domingo, 11 de dezembro de 2011, fomos surpreendidos pela presença da nossa querida Universidade Federal do Piauí no jornal O Globo. Com a manchete “As fraudes do senhor reitor”, sobreposta a uma fotografia do caro e polêmico pórtico da UFPI, o jornal deu dimensão nacional à vergonha nossa de cada dia. Nas matérias, intituladas “Cátedra de corrupção”, “Escola de irregularidades” e “No Piauí, devassa inédita em 40 anos”, o diário do poderoso Sistema Globo de Comunicação apresenta a UFPI como o mais agudo caso de corrupção no sistema federal de ensino superior no Brasil.
O jornalista Fábio Fabrini, que cobriu todo o processo da recente agonia e queda do reitor da Universidade de Rondônia, fez um extenso levantamento documental e concluiu que o reitor Luiz Santos Júnior, da UFPI, é um “campeão de processos”, visto pelo MPF, pela PF e pela Justiça Federal como um caso muito grave de corrupção e desvio de conduta.
Acostumado a safar-se publicamente alegando serem todas as acusações contra ele uma trama infundada da oposição, o reitor Luiz Santos Júnior disse ao Globo que se tratava apenas de “ilações” e que está adotando providências, entre as quais estariam a abertura de processos disciplinares contra o Pró-Reitor Saulo Brandão e o ex-coordenador de comunicação da UFPI. Numa demonstração de que achou insuficientes e infundadas as alegações do reitor, o jornal intitulou tais alegações de “Cátedra de corrupção”
Ao lado da constatação de que o reitor da UFPI, quando encurralado, atira em seus próprios aliados e colaboradores, procurando a qualquer custo se eximir das responsabilidades e empurrando a culpa para seus assessores, é também muito triste constatar que, ao completar quarenta anos, a UFPI ganha de seu principal gestor o presente indesejável de ver sua imagem irremediavelmente maculada. Na matéria “No Piauí, devassa inédita em 40 anos”, o jornal afirma que as irregularidades já constatadas pelos órgãos controladores pode ter resultado no desvio de cerca de cem milhões de reais.
O quadro, absolutamente caótico e lamentável, é o resultado da mais despótica gestão da UFPI em toda a sua história e confirma, como a ADUFPI vem denunciando, que corrupção e absolutismo andam de mãos dadas. Nossa esperança, enquanto agentes públicos, professores e professoras, pais de família e brasileiros e brasileiras cônscios do desafio de colaborar para a construção de uma sociedade justa e igualitária, sem corrupção e desmandos, é de que esse episódio, o qual arde em nós como algo que nos envergonha, possa ser também, o instrumento de nossa união e mobilização.
Veja abaixo a repercussão da reportagem:
http://www.180graus.com/geral/ufpi-e-investigada-por-suspeita-de-fraude-de-seus-gestores-479918.html
http://www.acessepiaui.com.br/geral/ufpi-gestor-investigado-por-suspeita-de-fraude/25513.html
http://www.portaldifusora.com/portal/coluna.php?id=20&id_p=1091
http://www.vooz.com.br/blogs/mec-investiga-ufpi-por-suspeita-de-fraudes-por-seus-gestores-78221.html
IV. A escola de Ademar de Barros
A Universidade Federal do Piauí vai gastar a bagatela de R4 617.482,55 mil na construção 18 abrigos de ônibus, ao custo unitário de quase R$ 35 mil.
Uma casa do Programa Minha Casa, Minha Vida, com banheiro, cozinha, quarto e sala sai por 25 mil, ou seja, dez mil a menos que os abrigos do magnífico.
Um verdadeiro escândalo!
Não há como negar que Ademar de Barros, aquele governador paulista de triste memória, fez escola em todo o país e no Piauí tem o seu aluno mais aplicado.
Ademar de Barros, para quem não sabe, ficou conhecido pela política do rouba mas faz.
Fonte: Portal Difusora, postado por José Olímpio 19 de dezembro de 2011.
Ademar de Barros, para quem não sabe, ficou conhecido pela política do rouba mas faz.
Clique aqui e veja oficio da ADUFPI solicitando informação.
V. Absurdo: na UFPI parada de ônibus custa mais caro que casa própria
A Universidade Federal do Piauí está renovando as paradas de ônibus do Campus de Teresina. Segundo a matéria publicada no site da Instituição o valor investido na obra é de R$ 617.482,55 para construção de 18 paradas. Cada parada custará 34.304,58 reais, valor mais elevado do que uma casa popular (entre 20 mil e 30 mil reais) ou de um carro popular (entre 25 e 35mil reais). O valor abusivo não foi justificado pela Administração Superior da Universidade.
Veja a matéria na íntegra: http://www.ufpi.br/noticia.php?id=20430
VI. Ao invés de se defender, reitor ataca a ADUFPI
Na tarde deste domingo de Natal, em matéria assinada pelas jornalistas Karllene Costa e Nayene Monteles, do portal AZ, o reitor da Universidade Federal do Piauí, Luiz Santos Júnior, a pretexto de defender-se das graves acusações que pesam contra ele, atacou a ADUFPI e delirou sobre uma suposta "elite branca" que o estaria perseguindo injustamente.
A ADUFPI, em nome de todos os seus associados e em defesa da verdade, esclarece:
1. Todas as graves denúncias que pesam contra o reitor da UFPI foram feitas pelo Ministério Público Federal, secundando constatações da Controladoria Geral da União e inquéritos da Polícia Federal. Constitui grave sofisma, portanto, o reitor atribuir o mar de lama em que está atolado à ADUFPI;
2. O reitor falta deliberadamente com a verdade ao alegar que tudo se trata de processos antigos, já arquivados, que uma presumida "elite branca" desarquivaria seguidamente para prejudicar sua gestão. Na esfera administrativa os processos contra o reitor datam de julho deste ano, enquanto as ações civis por improbidade foram ajuizadas pelo MPF em 2008, 2010 e 2011. Todos correm regularmente e jamais foi arquivado um único deles. Seguramente a mentira não constitui uma boa estratégia de defesa;
3. Todas as ações propostas pelo MPF estão baseadas em inquéritos policiais federais que indiciaram o reitor pela prática de vários crimes;
4. O próprio ministro Fernando Haddad, tanto na fundamentação à abertura de Processos Administrativos contra o reitor como em nota à imprensa, já afirmou ter sido constatado "potencial dano ao erário" na UFPI. Caberia perguntar porque o reitor não responde objetivamente a essas denúncias ao invés de dispender esforços, inclusive financeiros, para tentar varrer para debaixo do tapete a verdade dos fatos;
5. Quanto à referência a uma presumida "elite branca", trata-se seguramente de uma cínica ironia do reitor, pois seu adversário na última eleição, Dr. Solimar Oliveira Lima, é um afrodescendente cuja atividade acadêmica tem sido historicamente orientada pela defesa da cultura negra e do direito de ser diferente. O reitor, ao apelar de forma irresponsável para problemáticas que sequer consegue compreender adequadamente, tais como as questões étnicas e raciais, deixa evidente que não está à altura da magnificência do cargo que ocupa;
6. A sociedade piauiense pode e deve conhecer a gravidade da situação da UFPI através de consulta processual nas páginas eletrônicas do Ministério Público Federal (http://www.prpi.mpf.gov.br/www/arquivos/acp/acaoImprobidadeUFPI.pdf) e da Justiça Federal (http://processual.trf1.gov.br/consultaProcessual/processo.php?proc=75339220084014000&secao=PI&nome=Luiz%20de%20Sousa%20Santos&mostrarBaixados=N);
7. Uma simples e rápida consulta fará desmoronar todos os frágeis argumentos do reitor;
8. A ADUFPI seguirá cumprindo o seu papel de representante dos interesses de todos os professores e de todas as professoras da UFPI. Não se intimidará diante das seguidas agressões do reitor tanto quanto não abdicará da obrigação cidadã de defender os interesses republicanos da nação brasileira, de modo particular sendo intolerante e intransigente com as práticas corruptas que assolam a UFPI no presente.
Teresina, 26 de dezembro de 2011.
Prof. Mário Ângelo de Meneses Sousa
Presidente da ADUFPI
Clique aqui e veja a matéria do Reitor publicada no portal AZ no dia 25 de dezembro de 2011.
Clique aqui e veja a resposta da ADUFPI.
Acesse o site da ADUFPI (www.adufpi.org.br) para ler os informativos anteriores.
Teresina, 28 de dezembro de 2011.
A Diretoria.
Em: 28/12/2011 16:03:00
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