Por Dentro da UFPI: Reitor rasga Regimento Geral da UFPI e pratica violência institucional
I. Reitor rasga Regimento Geral da UFPI e pratica violência institucional
Veja a carta aberta escrita pelo Vice-Reitor, Edwar Castelo Branco:
Nos últimos dias 11 e 12 estive visitando o nosso Campus Professora Cinobelina Elvas, em Bom Jesus.
Na noite do dia 12 compareci à solenidade de colação de grau. Ali aconteceu aquele que talvez tenha sido o mais extremado ato de selvageria e afronta à tradição acadêmica brasileira: de forma anti-regimental, ilegal e incivilizada, o nosso reitor, amiudando a magnificência do cargo e reafirmando uma subjetividade reacionária que o transforma no único reitor da UFPI que não consegue estar à altura do cargo, comandou por telefone, de Teresina, um triste espetáculo para impedir que o Vice-Reitor, segundo na hierarquia da instituição, participasse da solenidade.
Que conclusões poderiam ser tiradas deste triste acontecimento?
Clique aqui para ver a carta na íntegra.
II. Informe sobre o indicativo de greve
Informamos que a Assembleia Geral dos Docentes da Universidade Federal do Piauí (UFPI), realizada (18/08), aprovou indicativo de GREVE para o dia 25/08, sem prejuízo da construção de uma data unificada que a reunião do setor das federais possa construir no próximo sábado, 21/08. Informamos também, que foi um sucesso a paralisação dos docentes da UFPI, nesta quinta-feira, 18/08. Além do Campus de Teresina, aderiram a paralisação os Campi de Parnaíba, Bom Jesus e Floriano. Participaram da AG, representantes do Comando de Greve dos técnicos - administrativos, do DCE/UFPI ,Sindcefet , Adcesp e Diretores Regionais do ANDES-SN.
Desde que as negociações entre o governo e representantes do sindicato docente nacional tiveram início, as seções sindicais vem realizando assembléias para avaliar as propostas do governo e definir os rumos do movimento docente.
Durante a avaliação da proposta do governo pelos professores, mesmo considerando a incorporação da Gratificação por Exercício do Magistério Superior (Gemas) e da gratificação correspondente da carreira no Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT), acrescido da aplicação de 4% na tabela das Ifes, a vigorar a partir de julho de 2012, foi considerado que a referida proposta não contempla, sequer, as perdas ocorridas no 2º semestre de 2010.
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III. Relatos das Assembleias Gerais mostram disposição dos docentes para greve
Os professores da Universidade Federal do Paraná (FPR) deliberaram pela deflagração de greve, a partir desta sexta-feira (19/8). Eles se juntam aos docentes da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que já estão com as atividades paralisadas desde 27 de junho. Os professores do Instituto Federal de Ouro Preto (IFOP) também deflagraram greve na última semana.
Outras seções sindicais também já aprovaram a deflagração da greve para os próximos dias. Os docentes da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMAT) deliberaram pela paralisação a partir de quarta-feira (24/8). Eles realizam nova assembleia no dia 22/8. Já os professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) indicaram o dia 1º de setembro como data para deflagração da greve e decidiram por paralisar as atividades nos dias 23 e 24 de agosto. Uma nova assembleia está marcada para 24/8.
Fonte: ANDES-SN.
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IV. O porquê do indicativo de greve dos professores da UFPI
Antes de discorrer sobre as justificativas do movimento paredista dos professores das Universidades Federais cabe relembrar a contribuição deles para a sociedade como um todo. São os professores universitários que formam:
Advogados - futuros juízes, procuradores, promotores, delegados, indispensáveis ao cumprimento das leis e da ordem social.
Médicos - responsáveis pelo cuidar da saúde da sociedade, como um todo.
Jornalistas - responsáveis pela divulgação das noticias e fatos diversos, opinando, inclusive, de modo que atinjam o maior número possível de pessoas.
Torna-se dispensável citar, nesta nota, os outros inúmeros profissionais, também necessários à composição funcional da nossa sociedade, além, é claro, de professores para o ensino em todos os níveis, inclusive, o universitário.
Não que sejam os professores universitários os únicos profissionais indispensáveis à sociedade. Mas, é fato que, sem eles, simplesmente não existirão outros profissionais de nível superior.
Nos países desenvolvidos, sejam eles americanos, europeus ou asiático, dentre estes devem ser citados o Japão e a Coréia do Sul, os professores são distinguidos positivamente sob todos os aspectos. A eles é atribuído o principal fator de responsabilidade pelo desenvolvimento socioeconômico, cientifico e cultural de seu povo.
Nos países desenvolvidos os professores são, também, dignamente remunerados pelo seu trabalho, razão pela qual não têm necessidade de articular movimentos paredistas. Mas, tenho certeza de que, se houvesse tal necessidade, eles teriam apoio da imprensa e da sociedade como um todo pois, nesses países, a importância do professor é reconhecida e valorizada.
Nos países desenvolvidos os egressos das universidades dificilmente, se é que ocorre, podem iniciar suas carreiras profissionais ganhando até algumas vezes mais do que seus ex-mestres, como se verificam no Brasil. Embora se fale tanto em desenvolvimento, em nosso País, omite-se que, para atingir tal objetivo, é necessário valorizar o seguimento essencial a esse processo que é o seguimento docente. O quadro I demonstra o quanto o professor universitário é mal remunerado no exercício da profissão, principalmente quando se compara a sua com outras carreiras; não que os outros profissionais estejam ganhando muito; nós, professores, é que estamos ganhando uma miséria.
Quadro I. Posição do salário docente em comparação com o de outras carreiras do Serviço Público Federal
É desnecessário dizer-se que o salário do docente é insuficiente, sequer, para dar uma vida digna à sua família, educação de qualidade a seus filhos, ter um teto. Como pode um professor universitário, trabalhando em regime de 40 horas semanais, ganhando o que a tabela oficial do Ministério da Educação lhe proporciona, sonhar em ter um teto digno para abrigar sua família?
A omissão, a falta de cidadania, a deslealdade com a própria família acompanha todo aquele que aceita como definitiva uma situação adversa para sua própria vida e ou a vida de seus familiares.
V. Falta de professores na UFPI faz alunos realizarem abaixo assinado
Estudantes do curso de Administração da UFPI do campus de Picos estão revoltados com a situação em que se encontram. Eles estão devendo a disciplina de Contabilidade Geral do semestre anterior por causa da falta de professores na Instituição. E neste semestre estão sem os dois professores de Matemática Financeira e Estatística II.
Os universitários do curso de Administração da UFPI insatisfeitos estão realizando um abaixo assinado reivindicando as disciplinas e os seus respectivos professores.
Acesse o site da ADUFPI (www.adufpi.org.br) para ler os informativos anteriores.
Teresina, 19 de agosto de 2011.
A Diretoria.
Em: 19/08/2011 14:49:00
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