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Educação Compartilhada - É chegada à hora do ‘mestre’ adulto descer do pedestal.


 

No quesito educação – alguém “lá em cima” verificou que o antigo sistema de evolução espiritual através da educação/instrução; onde a pessoa em idade cronológica mais avançada é encarregada de conduzir as que chegam a 3D; não deu certo. Tanto não deu; que a maior parte dos nossos problemas é causada exatamente pela educação.


Depois de muito discutir entre eles; os diretores desta escola cósmica concluíram que talvez fosse melhor enviar pequenos mestres para reeducar os adultos.


E uma leva de pequenos mestres começou a nascer em massa nos últimos anos, espalhados pelo planeta todo; e nas mais diferentes raças e classes sociais.


O novo método é EDUCAÇÃO COMPARTILHADA.


Compartilhar é dividir sem cobranças e sem exigências.


Para que essa atitude educacional seja efetiva é preciso que educando e educador tenham algo para oferecer um ao outro.


Além disso; quando se trata de educação, é necessário que se verifique com constância o que cada um está oferecendo da sua própria condição. Pois, os antigos educadores que ainda vivem de forma descuidada e incompetente a repassam aos filhos – que se desejarem melhores exemplos; eles terão que buscá-los em outros lugares e em outras pessoas – algo quase impossível para a maioria. Para os mestres adultos pede-se muito pouco: humildade para descer do pedestal e aceitar aprender com a criança.


Como cada um só pode dar do que tem, insistimos em lembrar a necessidade de educação continuada do adulto para resolver nossos problemas atuais – e futuros – pois a consciência liberta da atual educação formal ou de aparências; já não comporta desculpas nem justificativas, e vai cobrar um dia em algum lugar; não apenas o que foi realizado de bom ou de ruim; mas acima de tudo o que poderia ter sido feito.


Recomenda-se aos adultos prestarem atenção ás lições ministradas pelos pequenos mestres, dia após dia.


Pois: Ficar de braços cruzados desperdiçando possíveis talentos é condenar-se a continuar indefinidamente como os antigos normais e lidar com culpas e remorsos.


Uma das primeiras lições que os pequenos mestres nos trazem:


Aprender é tentar. O erro é apenas um acidente de percurso.


Os que pensam escapar da responsabilidade repassando a educação dos filhos – certamente estarão no futuro em pior situação do que os que hoje erram tentando acertar.


Repassar responsabilidades é um recurso que nunca deu nem dará certo. As crianças da Geração Nova já nascem sabendo disso – observe-as – matricule-se; é de graça.


Compartilhar não comporta imposição tipo papai-sabe-tudo; ditaduras; falatório; mentiras; suborno; chantagem…


Os velhos métodos da pedagogia do faça o que eu digo; mas, não o que eu faço; não funcionam mais; e até podem dar cadeia estelar.


Claro que o adulto também tem sua parte de mestre: Sua participação é bem simples; dada a pouca condição emocional, afetiva e cognitiva.


Deve apenas praticar um exercício de sabedoria, no qual é preciso engajar a criança na tarefa de auto/educar-se por livre e espontânea vontade.


Ela deve ser estimulada a raciocinar, a decidir e, depois a arcar com as conseqüências.


Hoje: Quando o adulto identifica algo ou uma situação que não é adequada ou uma escolha cujos resultados não serão dos mais agradáveis, logo tende a subir no pedestal: Eu bem que avisei! – Faça isso ou faça aquilo! – Eu sei! – Eu já passei por isso! – Sou uma pessoa vivida!


A melhor conduta é levantar a dúvida e pedir ajuda á criança para que se identifique em parceria a melhor escolha, ou a forma mais adequada de corrigir uma determinada situação.


Filho vem cá: eu já estive nessa situação – e – os resultados da minha decisão foram estes… – se fosse você – como teria decidido? – como teria arcado com as conseqüências?


Como todos nós – a criança adora sentir-se útil, valorizada, ouvida, respeitada – dentro das suas limitações de experiências e de discernimento é claro.


Essa é a nova pedagogia da educação natural e a única que a criança da Geração Nova aceita.


No universo de nossas “diferentes” crianças da atualidade – algumas normais e as normais aceleradas TDHA (parecidas com os adultos na transição da mente analógica para uma digital) também adoram serem educadas com um mínimo de inteligência, amor e respeito; e não apenas as de mente digital.


Na nova educação o adulto entra apenas com a boa vontade e um tiquinho de humildade; o resto os pequenos mestres fazem…



Data de Criação: 09/02/2011 09:50:36
Última Modificação: 09/02/2011 09:50:41
Autor(a): Américo Canhoto
Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Usa a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico